- Uma das piores coisas que um cristão pode fazer é demonstrar um tipo de respeito académico fingido ou de cordialidade artificial a quem incita a um erro sério e destrói a alma. A ideia de uma conversa agradável sempre superior ao conflito aberto é muito contraria ao exemplo que o próprio Cristo nos deu.
- ...aquele que nega a deidade de Cristo ou se afasta essencialmente de seu ensino nao deve ser aceito em nossa comunhão nem receber algum tipo de benção.
- ...se voce se desviar ainda que de modo sutil quanto a qualquer principio vital da verdade do evangelho, toda a sua visão de mundo será adversamente influenciada.
- Em resumo, ele nunca (Jesus) nunca usou a abordagem pacifista com heréticos nem com hipócritas ignorantes. Nunca fez o tipo de apelo gentil que os evangélicos contemporâneos normalmente insistem ser necessário antes de advertir os outros sobre os perigos do engano de um falso mestre.
- Alem disso, também deveríamos ter a atitude de Jesus para com a falsa doutrina. Nao podemos agradar aos homens e ser servos de Cristo ao mesmo tempo.
- ...as deturpações da verdade bíblica vital nao devem ser subestimadas, e quem apresenta evangelhos diferentes nao deve ser tratado com generosidade pelo povo de Deus. Pelo contrário, devemos usar a mesma abordagem para a falsa doutrina usada por Jesus, refutando o erro, opondo-nos aqueles que o propagam e lutando com afinco em defesa da fé.
- A verdade espiritual nao é académica segundo nenhuma das definições anteriores. aquilo em que voce acredita a respeito de Deus é o elemento mais importante de toda a sua visão de mundo.
- Por isso, sua visão sobre ele automaticamente tem ramificações de maior projecção do que qualquer outra coisa em seu sistema de crenças. O que voce pensa sobre Deus irá automaticamente dar cor ao modo como pensa em todas as demais coisas - especialmente ao seu modo de priorizar valores, seu modo de decidir o que é certo e o que é errado, e ao que voce pensa sobre seu lugar no universo. Isso, por sua vez, sem duvida, determinara seu modo de agir.
- De certo modo, mesmo quando alguns ateus procuram manter uma aparência publica de virtude e respeitabilidade assim como também quando fazem julgamentos morais sobre os outros, são contradições ambulantes. Que virtude poderia haver em um universo casual sem nenhum legislador e nenhum juiz?
- Até pouco tempo nenhum cristão que declarasse crer na biblia teria a menor duvida sobre a importancia de uma visão correcta de Deus. Mas, nestes dias, parece que a igreja visível está dominada por pessoas que simplesmente nao se interessam em fazer qualquer distinção cuidados entre fato e mentira, sã doutrina e heresia, verdade bíblica e opinião meramente humana.
- Consequentemente, parece que os evangélicos atuais são incapazes de apontar a causa de algo que os torna realmente diferentes. Quando tentam definir sua própria posição ou explicar para os que nao evangélicos quem são, eles as vezes confessam, sem perceber, que a conformidade com este mundo e seu modo de pensar ornou-se aquilo que os define.
- Os evangélicos mundanos de hoje são claramente arrastados pelo forte maré da opinião pós-moderna popular.
- Parece que o zelo pelas doutrinas essenciais do Cristianismo bíblico tornou-se praticamente tão inaceitável entre evangélicos e pós-evangélicos como sempre foi no mundo e de um modo geral. As novas regras exigem um dialogo permanentemente amigável, benesse ideológica, transparência imparcial e paz ecuménica.
- Nenhuma ideia é mais politicamente incorrecta entre o novo estilo de evangélicos de hoje do que a velha noção fundamentalista de que vale a pena lutar pela verdade, incluindo as proposições essenciais da doutrina crista.
- Incidentemente, as verdades centrais das escrituras sempre estão sendo atacadas. Elas claramente ensinam que o principal campo de batalha onde satanás trava sua luta cósmica contra Deus é ideológico.
- O principal objectivo da estratégia de satanás é confundir, negar e corromper a verdade com a maior falácia possível, e isso significa que a batalha pela verdade é muitos séria. Ser capaz de distinguir entre a sã doutrina e erro deveria ser uma das maiores prioridade para todo cristão, assim como deveria ser defender a verdade contra falsos ensinamentos.
- Os cristãos nao devem ser beligerantes. O amor ao conflito nao é mesmos pecaminosos que a terrível covardia.
- Uma vez que esse conflito espiritual é, em primeiro lugar, um conflito teológico, uma guerra na qual a verdade divina se opõe ao erro demoníaco, precisamos ter sempre em mente que nosso objectivo é destruir mentiras, nao pessoas.
- Em qualquer caso como esse, a estratégia directa e severa de lidar com um mestre visivelmente falso é, na verdade, preferível a uma demonstração fingida de aprovação e fraternidade.
- Veremos que Jesus nunca tolerou de bom grado hipócritas profissionais nem falsos mestres. Ele nunca evitou o conflito. Nunca amenizou sua mensagem para agradar aos mais finos nem aos escrúpulos moralistas. Nunca omitiu qualquer verdade a fim de satisfazer a ideia artificial de dignidade que alguém fazia. Nunca curvou-se diante da intimidação de estudiosos nem prestou homenagem as suas instituições.
- E ele nunca,nunca, nunca tratou a distinção vital entre verdade e erro como uma questão meramente académica.
- Nada é mais capaz de causar tanto mal do que a falsa religião, e quanto mais os falsos mestres tentam esconder-se por trás dos mantos da verdade bíblica, mais eles são, de fato, diabólicos.
- O problema é que a reforma necessária dentro do evangelicalismo nao ocorrera de fato se as falsas ideias que enfraquecem nossas convicções teológicas essenciais nao puderem ser abertamente atacadas e excluídas.
- Até o pastor mais amável e mais gentil, as vezes, precisa jogar pedras nos lobos que vem vestidos de ovelhas.
- Na verdade, o Espirito nao se move pelo que nós fazemos, mas por sua própria vontade soberana.
- Jesus sabia algo que os evangélicos de hoje muitas vezes esquecem: a verdade nao vence o erro promovendo uma campanha de relações publicas. A luta entre verdade e erro é uma guerra espiritual, e nao há como a verdade vencer a falsidade a nao ser expondo e refutando mentiras e falsos ensinamentos. Isso exige sinceridade e clareza, ousadia e precisão e as vezes mais severidade do que simpatia.
- Deus nao escolhe covardes destituídos de firmeza para por sua glória no rosto deles. Temos muitos homens feitos de açúcar, nos nossos dias, que se desfazem na corrente da opinião popular, mas esses homens nunca subirão ao monte do Senhor, nem permanecerão em sei santo lugar, num usarão os símbolos da sua Gloria. (Spurgeon)
- Para pecadores e colectores de impostos que estavam a procura de alivio para a carga dos seus pecados , Jesus nao tinha outra coisa senão boas noticias. Para as autoridade religiosas moralistas, ele nao tinha absolutamente nada a dizer.
- O sermão da montanha é uma critica continua a todos o sistema de crenças deles (fariseus). As bem-aventuranças são simplesmente uma introducao, comparando o espirito da fé autentica com a hipocrisia do saldo moralismo dos fariseus.
- O sétimo mandamento proíbe nao apenas atos de adultério, mas até o coração adultero.
- Sem duvida o coração é o campo de batalhas mais importante na luta pela pureza moral, e uma vez que Deus ve o coração, todos os pecados que acontecem na imaginação de uma pessoa são peados reais cometidos diante da face de Deus. Os fariseus claramente deviam saber disso.
- Pecadores orgulhosos que nao se quebrantam sempre escolhem o caminho errado. É por isso que ele está cheio de viajantes. É largo o bastante para acomodar todos, de perfeitos devassos aos mais rígidos fariseus. Todos gostos dele, porque ninguém tem de soltar ou deixar nenhuma bagagem para trás a fim de entrar nesses caminho. Alem disso, todos os sinais na estrada prometem o céu.
- De sua parte, quanto mais Jesus pregava repetidamente para as mesmas multidões, mais suas mensagens eram cheia de repreensões e pedidos urgentes para que se arrependessem. Ele nao se impressionava com o tamanho nem com o entusiasmo das grandes multidões. Nao estava interessado em acumular o tipo de discipulos cuja principal preocupação era aquilo que poderiam ganhar com a relação. Nunca amenizou sua mensagem a fim de torna-la mais agradável a opinião do povo, tampouco arrefeceu o fervor retórico para deixar a congregação o mais confortável possível. Na verdade, sua abordagem era exactamente o oposto. Ele parecia fazer tudo o que podia para inquietar meros curiosos que nao eram convertidos. Com certeza, essas pessoas adorava, quando ele realizava milagres. Ele os repreendia por isso e cuidava para que nao ignorassem sua mensagem.
- Quanto as multidões, sem duvida havia muitos crentes verdadeiros entre ela, bem como muitos parasitas apáticos. Sem medo e sem pedir desculpas, Jesus entregou-lhes toda a mensagem que precisavam ouvir, sem fazer rodeios. Era impossivel ignorar a ele e a mensagem que ensinava.
- Havia claramente aspectos da doutrina dos fariseus que Jesus poderia ter escolhido para declarar que tinham certa “base comum” entre eles. Havia muita energia positiva no entusiasmo inicial das multidões que seguiam Jesus. Ele poderia ter usado isso e duplicado ou triplicado o tamanho de sua congregação. Não fez isso. Fez exactamente o contrário, de caso pensado. Mais uma vez, nao estava interessado em aumentar as filas de discipulos apáticos. Sua pregação tinha um objectivo: declarar a verdade e nao receber elogios do publico. Para aqueles que nao estavam interessados em ouvir a verdade, ele nao tentou fazer com que ela fosse mais fácil de ser recebida. O que fez, em vez disso, foi tornar impossivel ignora-la.
- Essas peripécias vem sob o titulo de relevância nos catálogos de estratégias atuais para crescimento de igrejas. Sermões apresentando exposições bíblicas directas, doutrinas precisas, verdades delicadas ou assuntos que soam negativos são bastante desestimulados por praticamente todos os principais gurus de relevância cultural. E o povo que está enchendo os bancos das igrejas evangélicas gostam dessas coisas (Jr 5.31). “Nao nos revelem o que é certo” (Is 30.10) é sua constante exigência. Ensino, repreensão, correcção e instrução na justica (2 Tm 3.16) estão fora de cogitação. Sentir coceira nos ouvidos está na moda (2Tm 4.3). Nenhum pregador realmente antenado, hoje em dia, pensaria em encher sua mensagem de repreensões, correcções ou exortações. Em vez disso, ele faz o possível para atender as necessidades sentidas, as preocupações e as paixões do publico. Muitos pastores contemporâneos estudam a cultura pop de um modo tão diligente quantos os puritanos estudavam as escrituras. Deixam as pesquisas de opinião na congregação determinarem o que devem pregar e estão preparados para mudar de direcao rapidamente se a pesquisa mais recente lhes disser que seu índice de aprovação está começando a cair. Sem duvida, é exactamente isso que Paulo disse a Timóteo para não fazer. “Pregue a palavra(...) a tempo e fora de tempo”
- É por isso que a pregação de Jesus encabeça a lista de coisas que o tornam impossivel de ser ignorado. Nenhum pregador já foi mais ousado, profético ou provocativo. Nenhum estilo de ministério publico poderia ser mais irritante para os que preferem uma religião confortável. Jesus tornou impossivel para qualquer ouvinte afastar-se de modo indiferente. Alguns saiam irritados, outros ficavam profundamente perturbados com o que ele tinha a dizer, muitos tinham os olhos abertos e muitos endureciam mais o coração contra sua mensagem. Alguns se tornaram seus discipulos, e outros, seus adversários. Mas ninguém que ouviam Jesus pregar por muito tempo pode continuar o mesmo ou permanecer apático.
- “Acredito ser um grave erro apresentar o Cristianismo como algo atraente e popular sem conter nenhuma ofensa. Vendo que Cristo percorreu o mundo ofendendo a forma mais violenta a todos os tipos de pessoas, ao que parece seria absurdo esperar que a doutrina de sua pessoa pudesse ser apresentada de modo a não ofender ninguém. Não podemos evitar o fato de que o dócil Jesus, manso e humilde, era tão inflexível em suas opiniões e tão exaltada em suas palavras que foi expulso da igreja, apedrejado, perseguido de um lugar ao outro e, por fim, exposto ao desprezo como um agitador e um perigo publico. Fosse qual fosse sua paz, não era a paz de uma indiferença amável.” Dorothy Sayers
- Estou convencido de que há mais pessoas assim nas igrejas evangélicas do que os cristãos comuns imaginam, mesmo hoje em dia. Elas podem se identificar com Jesus superficialmente e misturar-se bem com os verdadeiros discipulos, mas não estão de fato comprometidas com ele e, portanto, são contra ele. O Limite estabelecido por Jesus era um desafio para que aquelas pessoas examinassem a si mesmas honestamente e se comprometessem com ele de modo sério.
- Todos esses mal entendidos e preocupações são facilmente resolvidos se mantivermos em vista o contexto dessa passagem. Esses fariseus foram culpados do pecado imperdoável porque, conscientemente não por ignorância nem por acidente, mas deliberadamente, rejeitaram a obra de Jesus como sendo obra do diabo. Além disso, sua rejeição a Cristo era uma renuncia plena, final e decidida a Cristo e a tudo que ele representava.
- A linguagem usada por Jesus claramente coloca blasfémia a parte de todos os outros pecados, significando que qualquer blasfémia é pior do que outros pecados. Isso se deve ao fato de ser um pecado directamente contra Deus, sem nenhum motivo a não ser desonra-lo. A maior parte dos pecados é, pelo menos parcialmente, motivada por desejos de prazer, dinheiro, auto-indulgencia ou outros motivos complexos. Mas a Blasfémia nao atende a nenhum desejo, nao oferece recompensa e não gratifica nenhuma necessidade humana. De todos os pecados, esse é, pura e simplesmente, um ato de oposição a Deus.
- Era o pecado daqueles fariseus, fechar permanentemente o coração para Cristo mesmo após o Espirito Santo ter trazido plena convicção da verdade.
- No que diz respeito a esses assuntos, o que Jesus abominava nao era o que diziam que as pessoas deveriam ou nao fazer, mas era o fato de eles mesmos nao viverem de acordo com o que ensinavam.
- Ao fim da mensagem, quando Jesus disse: “Eis que a casa de vocês ficará deserta “ ele estava pronunciando Icabode no templo. Em vez de o templo ser a “casa de meu Pai” era agora a “casa de vocês”. A glória de Israel havia deixado o tem[lo para sempre e nao retornaria até todo o Israel dizer - Bendito é o que vem em nome do Senhor.
- Na verdade, a ultima coisa que podemos fazer nesses tempos pós-modernos, enquanto os inimigos da verdade se dedicam a tornar tudo confuso, seria prometer uma moratória baseada na sinceridade ou concordar com um cessar fogo com pessoas que se deleitam em testar os limites da ortodoxia. Ser amável e afável é, as vezes, simplesmente a coisa errada a fazer. (Nee 6.2-4)
- Alguém que faz uma sonora profissão de fé, mas constantemente falha em viver de acordo com ela, precisa ser exposto para o bem de sua própria alma. Mais do que isso: aqueles que se arvoram como mestres representantes do Senhor e influenciam outros enquanto corrompem a verdade precisam ser denunciados e refutados. Pelo bem deles, pelo bem de outros que são vitimas de seus erros e, especialmente, pela glória de Cristo, que é a Verdade encarnada.
- Este é o ponto principal da parábola do joio: o joio se parece com o trigo em cada aspecto superficial. Enquanto eles nao frutificarem e amadurecerem, é praticamente impossivel distinguir o trigo do joio. Este, então, representa aqueles que se parecem e agem como cristãos - sua profissão de fé é falsa. Eles se misturam a comunhao da igreja, dão testemunho que soa bem acerca de sua fé em Cristo e, de modo geral, parecem exactamente como cristãos autênticos. Mas nao são autênticos. Sua fé é um blefe. Eles são parasitas aproveitadores nao regenerados. Sabemos que há joio em qualquer comunhao de cristãos, porque Jesus nos deu essa parábola como ilustração de como seria seu reino na era da igreja e porque, de tempos em tempos, um dentre o joio abandonaria completamente a fé, abraçaria alguma heresia danosa ou se venderia por nada a algum pecado do qual nao estivesse disposto a abandonar ou se arrepender. Nesses casos, devemos confrontar o indivíduo, chama-lo ao arrependimento e expulsa-lo da igreja, caso firmemente se recuse a se arrepender.
- Quer gostemos ou não, nossa própria existência neste mundo envolve guerra espiritual, não é uma festa ou um piquenique.
A consultoria ministerial da LEADER é desenvolvida com base em dois princípios: visão espiritual do Reino e passos práticos de planejamento. A LEADER não “vende” um “pacote ministerial” para a igreja. Cada igreja é uma realidade e para cada realidade há sugestões e propostas específicas. ENTRE EM CONTATO CONOSCO E FALE DA NECESSIDADE DA SUA IGREJA. TEMOS O TREINAMENTO QUE A SUA LIDERANÇA PRECISA.
quarta-feira, 14 de maio de 2014
NOTAS DE LEITURA - A OUTRA FACE, John MacArthur
quinta-feira, 8 de maio de 2014
NOTAS DE LEITURA - PREGAÇÃO PURA E SIMPLES, Stuart Olyott
Onde Deus age, ali a pregação floresce.
O pregador nao fala com sua própria autoridade. Ele foi enviado e fala com a autoridade daquele que o enviou.
A pregação é constituída de quatro coisas: 1) É proclamar a mensagem dada pelo Rei. Isto não fala sobre a fonte da mensagem e a autoridade que a acompanha 2) É anunciar boas novas. Isto nos fala sobre a qualidade da mensagem e o espirito com que ela é apresentada 3) É dar testemunho dos fatos - Isto nos fala sobre a natureza da mensagem e a base na qual ela está constituída 4) É um esclarecimento das implicações da mensagem e a medida do seu sucesso.
Onde nao existe essa coerção interior, também nao existe um verdadeiro pregador.
Em circunstancias normais, o chamado do pregador é reconhecido de um modo ou de outro, pela igreja de Jesus Cristo. Este reconhecimento é designado, frequentemente de chamado exterior. Seria anormal um homem continuar pregando sem esse chamado. Todavia, muitas vezes as igrejas evangélicas possuem tão pouco discernimento e maturidade, são tão mundanas e dominadas pelo pecado, que são incapazes de reconhecer um homem enviado dos céus. O fogo dado por Deus arderá tão intensamente como sempre ardeu. A energia interior impelirá esse homem. Ele pregará, pregará e pregará de novo, porque a compulsão de seu intimo é invencível e o deixará sem opções.
Onde Cristo não é pregado, ali nao existe pregação.
Pregar exige uma pregação eficiente.
Não haverá um pregador verdadeiro, se tudo o que este disser nao estiver fundamentado em exatidão exegética.
Pecamos quando pregamos aquilo que achamos que as escrituras afirmam e nao pregamos o seu verdadeiro significado.
A prova de que voce teve uma experiência salvadora da parte do Espirito santo nao é o fato de que sentiu algo, e sim de que voce persevera na fé e produz fruto.
Nao estude para produzir um sermão. Estude afim de entender o texto. Esta á regra que o pregador tem de respeitar antes de qualquer regra. O sermão que voce prega eventualmente é quase nada, se comparado com aquela grandiosa obra que voce realiza no lugar secreto.
Os pregadores tem de aprender a amar a gramática.
Onde Cristo não é o centro, ali não há exatidão exegética.
É claro que a Biblia é um livro que fala sobre Deus e que nos ensina sobre Deus Pai, Deus Filho, Deus Espirito Santo. Mas este Deus se relaciona conosco somente por meio de Cristo. O único Deus que existe é o Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele nunca se revelou a si mesmo, a não ser por meio de Cristo. Não há outro caminho para esse Deus, excepto Cristo. O Espirito que age em nós é o Espirito de Cristo. Quando chegarmos ao céu, o único Deus que veremos é Cristo. Nada mesmo pode ser teocentrico, se não for cristocentrico. Pensar que algo pode ser teocentrico sem ser cristocentrico é um enorme erro. Admitir que a Biblia é um livro que fala sobre Deus é admitir que ela fala sobre Cristo.
Dizem que nao há diferença real entre a pessoa que nao sane ler e a que nao quer ler.
Sim, pregadores cujos sermões nao tem conteúdo doutrinário devem abandonar a pregação. O Senhor nao os enviou.
A Biblia nos ensina que o nosso interior é realmente mais importante do que celebrações e símbolos exteriores, porque, se nosso coração nao está naquilo que celebra, toda a experiência será espiritualmente prejudicial.
A pregação que nao tem conteúdo doutrinário está arruinando a igreja.
“Para que seja eficaz, a pregação tem de ser reduzida de meras generalidades a carater pessoal e perceptível, influenciando os negócios e as afeiçoes de cada pessoa.” Charles Bridges.
O alvo do pregador é a consciência, sempre. Ele a atinge por meio da mente, esperando que a consciência motive a vida. Ele a invade, faz-lhe perguntas e insiste que ela pense e se comporte a luz da verdade pregada.
Onde não há paixão, não há persuasão.
Os pregadores nunca estimulam alguém, se eles mesmos nao estão estimulados.
Sermões pregados de modo negligente nao glorificam a Deus. Desapontam as pessoas, retardam o progresso do evangelho e provocam grande medida de rejeição.
A pregação que voce prepara nao pode ser divorciada de voce mesmo!
Cairemos no orgulho todos os dias, se esquecermos o nosso pecado, a cruz do Salvador e o fato de que nao podemos fazer nada sem a benção do Senhor.
Na pregação tem que haver combustível e fogo. O fogo sem combustível se apaga rapidamente, enquanto o combustível sem fogo é frio e inútil.
O pregador também nao deve repreender as pessoas presentes por causa do pecado daquelas que estão ausentes.
As frases são como tijolos, construirmos nosso sermão na mente das pessoas colocando um pensamento por vez.
Precisamos ter pensamentos profundos, mas precisamos também expressa-los com simplicidade.
“a pregação ao pregar está em falar normalmente” (Spurgeon)
Talvez uma boa regra é pregar durante trinta minutos ou um pouco mais, fazendo-os, todavia, parecer vinte minutos, pois a “verdadeira maneira de encurtar um sermão é torna-lo mais interessante” (H.W Beecher)
A pregação sem sentimentos não é pregação de maneira alguma. E não somente isso, é também um insulto a Deus.
“Em nome de Deus, irmãos, esforcem-se para despertar seu próprio coração, antes de subirem ao púlpito, a fim de que sejam capazes de despertar o coração dos pecadores.” Baxter.
Sem o toque do Espirito, a melhor pregação do mundo é nada.
Convicção é a mãe da verdadeira eloquência.
A palavra de Deus nos chama a rejeitar esse tipo de pregação. Ela nos exorta a abandonar discursos suaves, que tranquilizam as pessoas com um falso senso de segurança ou iludem-nas com um profundo senso de satisfação pessoal. A Biblia nos chama a pregar com convicção, fervor, energia e seriedade.
Visto que há tanta insensibilidade no púlpito, há muito mais nos bancos da igreja.
Nenhuma obra espiritual pode ser realizada onde o Espirito de Deus nao estiver agindo.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
NOTAS DE LEITURA - GUIA POLITICAMENTE INCORRETO DA FILOSOFIA, Luiz Felipe Pondé
- Uma das coisas que os politicamente coretos mais temem é a Ética aristocrática da coragem levada para a vida quotidiana, porque ela desvela o que há de mais terrível no ser humano, a saber, que ele é o animal assustado e amedrontado do mundo. Para os politicamente corretos, o coreto é mentir sobre isso, a fim de aliviar a agonia que temos porque sabemos que somos todos no fundo covardes e dispostos a colaborar com nazistas se para nós for melhor em termos de sobrevivência.
- A sensibilidade democrática odeia esta verdade: os homens não são iguais, e os poucos melhores sempre carregaram a humanidade nas costas.
- A diferença entre a velha esquerda e a nova esquerda é que, para a velha, a classe que salvaria o mundo seria o proletariado, enquanto para a nova, é todo tipo de grupos de excluídos: mulheres, negros, gays, aborígenes, índios, marcianos...
- Para os defensores do politicamente correcto, tudo é justificado dizendo que voce é pobre, gay, negro, índio, ou seja, algumas das vitimas sociais do muno contemporâneo.
- Uma coisa qe salta aos olhos é a tentativa de chamar qualquer um que critique a democracia de antidemocrático. A sensibilidade democrática é dolorida, qualquer coisa ela grita.
- O povo é sempre opressor. Quando aparece politicamente é para quebrar coisas. O povo adere fácil e descaradamente a forma de totalitarismo. Se der comida, casa e hospital, o povo faz qualquer coisa que voce pedir. Confiar no povo como regulador da democracia é confiar nos bons modos de um leão a mesa. Só mentirosos e ignorantes tem orgasmos políticos com o povo.
- Uma das áreas mais amadas pela praga do politicamente correcto é a chamada Ética do outro, ou seja, uma obrigação de acharmos que o outro é sempre legal. Outro aqui significa quase sempre outras culturas ou algo oposto a igreja, Deus, heterossexual, capitalismo ou arrumar o quarto e lavar o banheiro todo dia.
- Como disse acima, é sempre bonitinho falar do outro quando ele só existe em minha cabeça. Proporia uma estadia de alguns anos entre radicais islâmicos para esses caras que acham que os radicais querem se sentar e conversar civilizadamente. Inclusive as mulheres que ficam por ai, posando de amantes do governo iraniano.
- Professores normalmente nao gostam de ler ou de estudar, mas dizem que esse pecado é apenas dos alunos. Há enorme sofrimento na maioria dos professores porque tem de fingir o tempo todo que acreditam na importancia do que fazem. A maioria sucumbe.
- Toda forma de autoritarismo sobrevive graças as hordas de inseguros, medíocres e covardes que povoam a educação e o muno da cultura e da arte.
- Um dos projectos da minha vida é nao viajar mais, pelo menos, cada vez menos e para menos longe. Exterior, nem pensar. Se acha estranho o que eu estou dizendo, é porque voce nao viaja o suficiente ou porque sofre daquele tipo de sintoma característico da espiritualidade da classe media, que é querer conhecer o mundo, os museus, os aeroportos e sentir frissom porque ira a Paris. Se voce bate foto dentro do avião é porque nao há esperanças para voce. Ficar feliz por sair de férias de avião é brega. Um conselho: se voce tem mais de 20 anos e acha avião chique, finja que nao acha. Sinto dizer, o mundo acabou. Fique em casa.
- “as feministas só conheceram na vida homens ruins, por isso falam o que falam dos homens.” Phyllis Schafler
- A teologia da libertação retira do homem toda e qualquer capacidade de se ver como responsável pelo mal, a menos que ele seja rico, oprima sua mulher e seja homofóbico.
- A teologia da libertação faz do homem um mentiroso sobre si mesmo ou um retardado mental.
- Ninguém precisa de Nietzsche para matar Deus, basta chamar um teólogo da libertação.
- Independentemente do fato de que ditaduras são horríveis, a brasileira nao liquidou a esquerda como se fala por ai. E mesmo os tais guerrilheiros lutavam por uma outra forma de ditadura. Tivesse a guerrilha de esquerda vencido a batalha, nós acordaríamos numa grande Cuba. A ditadura, de certa forma, nos salvou do pior.
- A praga do politicamente correcto diz amar toda forma de vitima social, mas isso nao passa de marketing. No dia a dia, são canalhas cheios de falso amor. Fizessem uma pesquisa de fato, provavelmente ninguém seria capaz de comprovar tanto amor pela humanidade.
- A praga politicamente correcto estimula o vicio e pune a virtude por nao a reconhecer e por fazer com que ela pague a conta dos vagabundos.
- “Os homens são como nozes, só revelam os seu melhor quando são esmagados”
quinta-feira, 17 de abril de 2014
NOTAS DE LEITURA - SURPREENDIDO PELA ALEGRIA, C.S Lewis
- Não é a felicidade tranqüila, mas a alegria momentânea que glorifica o passado.
- O homem vivo mais feio é um anjo de beleza comparado ao mais adorável dos mortos.
- Acho que a verdade é que a crença à qual eu mesmo me havia induzido era irreligiosa demais para que seu fracasso provocasse qualquer revolução religiosa.
- Com toda a sinceridade, acho que a vida da fé é mais fácil para mim por causa dessas lembranças. Pensar, em tempos felizes e confiantes, que vou morrer e apodrecer, ou pensar que um dia todo esse universo se dissipará, tornando-se apenas lembrança (como o Velho virava lembrança três vezes por ano, e com ele as varas, a comida detestável, as instalações sanitárias fétidas e as camas frias), fica mais fácil se já vimos esse tipo de coisa acontecer antes. Assim aprendemos a não acreditar na perenidade das coisas atuais.
- Uma das razões por que o Inimigo encontrou tanta facilidade foi que, sem o saber, eu já estava desesperadamente ansioso para me livrar da religião; e isso por um motivo que merece registro. Por um completo e r r o - e ainda creio ter sido um erro sincero- de método espiritual, eu havia transformado minha devoção particular num fardo quase intolerável. Aconteceu assim.
- O ridículo fardo dos falsos deveres na oração, é claro, motivaram inconscientemente o desejo de me livrar da fé cristã;
- Às vezes chego quase a pensar que fui enviado de volta aos falsos deuses para adquirir alguma capacidade de adorar, à espera do dia em que o verdadeiro Deus me chamaria de novo para perto dele. Não que eu não pudesse tê-lo aprendido antes e com maior segurança, de maneiras que nunca saberei, sem a apostasia; mas sim que os castigos divinos são todos misericórdia, e um bem especial advém de um mal especial, e a extrema cegueira provou-se curativa.
- onde não existe coragem, nenhuma outra virtude pode sobreviver senão por acidente.
- ...sendo um idólatra e um formalista, insistia que ele deveria surgir no templo que eu lhe havia construído; sem saber que ele só se interessa por templos em construção, jamais por templos construídos.
- Existe na mente uma espécie de lei da gravidade segundo a qual o bem atrai o bem, o mesmo valendo para o mal.
- O princípio único do inferno é este: "eu sou meu". George Macdonald
- As coisas que defendo com mais veemência são aquelas às quais resisti por muito tempo, aceitando só mais tarde.
- Todos os meus atos, desejos e pensamentos deveriam ser postos em harmonia com o Espírito universal. Pela primeira vez examinei-me a mim mesmo com um propósito seriamente prático. E ali encontrei o que me assustou; um bestiário de luxúrias, um hospício de ambições, um canteiro de medos, um harém de ódios mimados. Meu nome era legião.
- Sem dúvida, por definição, Deus era a própria Razão. Mas também seria Ele "racional" naquele outro sentido, mais confortável? Quanto a isso eu não tinha a menor garantia. Exigia- se submissão total, o absoluto salto na escuridão. Envolvia-me a realidade com que acordo nenhum se pode fazer. A exigência não era sequer "Tudo ou nada". Acho que esse estágio já fora superado, no ponto de ônibus em que me livrei da carapaça e em que o boneco de neve começou a derreter. Agora a exigência era simplesmente "Tudo".
- Cedi enfim no período letivo subseqüente à Páscoa de 1929, admitindo que Deus era Deus, e ajoelhei-me e orei: talvez, naquela noite, o mais deprimido e relutante converso de toda a Inglaterra. Não percebi então o que se revela hoje a coisa mais ofuscante e óbvia: a humildade divina que aceita um converso mesmo em tais circunstâncias.
- A dureza de Deus é mais suave que a suavidade dos homens, e Sua coerção é nossa libertação.
- o Senhor me ensinara como uma coisa pode ser honrada não pelo que pode fazer, mas pelo que é em si mesma. É por isso que, embora fosse um terror, não foi surpresa descobrir que se deve obedecer a Deus por causa daquilo que ele é em si mesmo. Se o leitor perguntar por que devemos obedecer a Deus, como último recurso a resposta é a seguinte: "Eu sou". Conhecer a Deus é saber que devemos obediência a ele. Em sua natureza, sua soberania de jure se revela.
- Quando estamos perdidos na mata, a visão de um marco tem grande importância. Quem o vê primeiro, grita: "Olhem lá!" Todo o grupo se reúne e tenta enxergar. Mas depois de encontrar a estrada, passando pelos marcos a cada poucos quilômetros, não mais paramos para olhar. Eles nos encorajam e devemos mostrar-nos gratos pela autoridade que os erigiu. Mas não paramos para olhar, ou pelos menos não lhes damos importância excessiva; não nesta estrada, embora os marcos sejam de prata e as inscrições, de ouro. "Nós seguimos para Jerusalém".
- É claro, que eu não me surpreenda muitas vezes parando à margem da estrada para olhar objetos de importância ainda menor.
segunda-feira, 14 de abril de 2014
NOTAS DE LEITURA - UM IDOLO CHAMADO EU - R.W GLENN
- Idolatria não é algo fora de você, idolatria é algo dentro de você. Idolatria não é algo externo, mas interno. Está em seu coração. E isso porque um ídolo, por definição, é qualquer coisa em que você centraliza a sua vida que não seja o Deus cristão. Qualquer coisa em que você centraliza a sua vida que não seja o Deus cristão. Então um ídolo pode ser o que lhe dá um senso de identidade. Eu sou uma esposa, eu sou uma mãe, eu sou um pai, eu sou um estudioso, eu sou um teólogo, eu sou amado pelas pessoas. De onde quer que você esteja tirando sua identidade à parte do Deus cristão pode ser um ídolo.
- Então apenas lembre-se que a idolatria é algo dentro de você, trata-se de sua vida interior, e é por isso que o Novo Testamento fala da idolatria quase que exclusivamente em termos de desejo. Querer, ansiar, almejar algo que Deus proíbe, ou querer, ansiar, almejar algo que não é mau em si mesmo, mas que está começando a ocupar o palco central em sua vida no lugar de Deus. Idolatria é qualquer coisa que você deseje pegando fogo. É o desejo inflamado.
- É por isso que João Calvino disse: “A natureza humana é uma fábrica perpétua de ídolos”. Nós pensamos numa fábrica como uma linha de montagem, mas não era nisso que Calvino estava pensando. Uma fábrica no século 16 era um galpão. Então ele está dizendo: um galpão lotado, cheio de coisas o tempo todo. Entulhados em seu coração: um ídolo após o outro. Está transbordando de idolatria. Seu coração está cheio de ídolos que tomam quase infinitas formas diferentes. É uma fábrica, um galpão perpétuo de ídolos.
- Sempre que você transfere sua confiança para outra coisa, tal coisa é um ídolo.
- Você não é culpado mil vezes de procurar a si mesmo para resolver o que, no fundo, você sabe que só pode ser resolvido pelo Senhor por meio de arrependimento e fé? Somos culpados disso mil vezes. Estou certo de que você é culpado por várias razões, no mínimo por você viver numa cultura de autoajuda. Esse é o ar que você respira.
- Você não é culpado mil vezes de procurar a si mesmo para resolver o que, no fundo, você sabe que só pode ser resolvido pelo Senhor por meio de arrependimento e fé? Somos culpados disso mil vezes. Estou certo de que você é culpado por várias razões, no mínimo por você viver numa cultura de autoajuda. Esse é o ar que você respira.
- Você vai se desapontar todas as vezes. Mais do que isso, a autoajuda não é algo sem chance de sucesso por sermos inconsistentes, mas a autoajuda, de acordo com a Escritura, é uma forma de rebelião contra Deus. É uma idolatria que nega a realidade. É uma idolatria que se nega a crer na verdade de que você é incorrigível e perdido em si mesmo para consertar a si mesmo.
- viver sua vida à parte de Deus, e isso se revela especialmente na falta de oração em minha vida. Falta de oração. Eu não sou uma pessoa absolutamente sem oração, mas há "pacotes" de falta de oração. E uma pessoa sem oração é, por definição, uma pessoa autoconfiante, uma pessoa que não precisa mesmo de intervenção divina para viver, porque se você já tem tudo, você não precisa clamar a Deus por nada.
- “Auto- alguma coisa” está rastejando dentro de sua vida. É assim que as coisas são, porque o problema fundamental da condição humana é que nos desviamos de Deus e procuramos em nós mesmos o deus de nossas vidas. É assim que funciona.
- Conforme você é cheio do amor de Cristo por você, e começa a esquecer de si, você começa a lembrar das outras pessoas. Você perde a si mesmo e encontra os outros. É algo maravilhoso. Em outras palavras: preocupação com Jesus Cristo não o transforma num monge. Você não vai para um quarto pensar em Jesus 24 horas por dia, e você fica cheio do amor de Deus. Não o transforma num monge, ele o transforma num ministro. Ele o transforma na pessoa que sai para compartilhar o amor de Deus com outras pessoas.
- “Nascidos com um caso severo de escoliose espiritual, nossas espinhas são torcidas de maneira que tudo o que conseguimos ver são nossas próprias necessidades imediatas, nossos desejos e gratificações momentâneas. Mas o evangelho nos faz levantar com boa postura, olhando para Deus mediante a fé, e para o mundo e nossos próximos em amor e serviço”.
sexta-feira, 11 de abril de 2014
NOTAS DE LEITURA - NASCIDO DE NOVO, Vincent Cheug
- Os fariseus eram aqueles que tinham dedicado suas vidas a uma observância meticulosa da Lei de Moisés. Paulo diz que eles pertenciam à “seita mais severa da nossa religião” (Atos 26:5). Embora o propósito e filosofia deles pareçam nobres, no tempo de Jesus eles tinham se tornado insuportavelmente legalistas.
- O problema é que, não somente eles tinham adicionado algo à palavra de Deus, mas essas regras eram tais que elas subvertiam o próprio Sábado, destruindo seu próprio propósito e intenção. No final, eles não estavam observando realmente o mandamento de Deus com respeito ao Sábado, mas sim as regras que eles tinham feito e imposto sobre o mandamento, e que de muitas formas se opunham ao espírito e à letra da intenção de Deus para tal mandamento.
- Embora eles pareçam extremamente piedosos para algumas pessoas, e certamente para si mesmos, a religião deles era morta. Eles traziam prisão espiritual e condenação para as pessoas, e eles se tornaram os inimigos de Deus.
- Ser “nascido de novo”, ser “nascido do alto”, é muito mais do que ter uma crise moral e reformar o hábito e estilo de vida de alguém.
- Certamente, João não está se dirigindo somente aos judeus aqui, nem ele usa uma linguagem que somente os judeus poderiam entender. Antes, ele diz que todo aquele que crê em Jesus Cristo será salvo e receberá a vida eterna, mas todo aquele que rejeitá- lo já está condenado. Entrar no reino é encontrar vida, e ficar fora é perecer. Mas você não verá ou entrará nesse reino glorioso a menos que você tenha nascido de novo – isto é, nascido do alto – não por decisão humana, mas pelo decreto e poder de Deus.
- Contudo, quando o assunto é religião, então a providência especial de Deus sempre pode ser um fato, a menos que ela seja impedida por princípios e suposições que foram previamente declarados. Mas uma vez que o poder de Deus está envolvido, não somente é possível para um homem velho entrar no ventre de sua mãe e nascer por uma segunda vez, mas é ainda mais fácil que isso aconteça. Deus poderia fazer a mesma pessoa renascer dessa forma milhares de vezes num dia, caso ele assim o desejasse.
- Mas o pecado é o que explica essa irracionalidade da incredulidade.
- ssim, admitimos que o evangelho vem como um insulto para as pessoas não salvas, e especialmente para aqueles que estão cheios de orgulho e justiça própria.
- im, não importa quanta inteligência natural uma pessoa pareça possuir – para conhecer a Deus sem revelação divina, alguém deve primeiro sobrepujar a onipotência de Deus que lhe oculta essas coisas, mas se alguém pode realizar isso, então não seria sobre onipotência que estaríamos falando.
- Essa é uma das razões pelas quais uma pessoa que carece de fé não pode raciocinar corretamente sobre as coisas espirituais. Ela não pode empregar as premissas necessárias em suas deduções enquanto essas premissas foram proposições espirituais. Sua mente não pode processá-las. Não é que as coisas espirituais sejam irracionais, mas o problema é que a sua mente é deficiente.
- A verdade é que, dependendo do tipo de audiência a qual alguém está se dirigindo, algumas vezes um ministro descobrirá que a maioria dos seus ouvintes são tão espiritualmente estúpidos como Nicodemos e os discípulos. Eles não entenderão a despeito de quão claramente você lhes diga o que você quer dizer. É como se eu fosse dizer para alguém dez vezes, e de diferentes maneiras, “Meu nome é Vincent”, e então a próxima coisa que saísse de sua boca fosse: “Mas qual é o seu nome?”.
- Se você tem sido um cristão por muito tempo, você deveria saber sobre o que estou falando, e certamente a maioria dos ministros teriam encontrado tais casos. Algumas vezes as pessoas parecem tão estúpidas que, se você não perceber isso, poderá pensar que elas estão pretendendo não entender, e pretendendo ser estúpidas, talvez para te agravar ou enganar. Mas a verdade é que elas realmente não entendem o que você está lhes dizendo. Todavia, a experiência não prova nada, mas os comentaristas deveriam aceitar isso e as muitas outras passagens bíblicas que ilustram o ponto.
- Se uma pessoa está surpresa com a falta de entendimento em Nicodemos, se ela pensa que Nicodemos deveria certamente estar mais à frente do que parece, então ela está absolutamente desligada do que a Escritura ensina sobre a condição do homem. Mas aqueles que reconhecem o que a Escritura ensina percebem que Nicodemos já representa o melhor da humanidade não-regenerada. Tanto em aprendizado como na religião, ele representa o melhor que o homem pode alcançar aparte da regeneração, aparte do novo nascimento, e, todavia, ele é exatamente tão superficial e estúpido como ele parece ser. Nesse ponto, Nicodemos ainda é um homem natural, um homem sem o Espírito. Esse é o porquê ele falha em entender, e esse é o porquê ele precisa nascer de novo.
- O que é descrito nessa promessa é consistente com o que Jesus ensina em João 3, e aqui a aplicação de água e espírito é considerada como um ato, e esse um ato deve ser realizado por Deus e não pelo homem. Provavelmente Jesus esperava que Nicodemos recordasse essa passagem e chegasse ao entendimento do que ele quis dizer por “nascer de novo”, ou o que é o equivalente, “nascer da água e do Espírito”.
- Para uma pessoa entender e crer na verdade, ela deve primeiro “pertencer a Deus”, isto é, deve ser um filho de Deus ao invés de um filho do diabo. Simplesmente porque eles eram os descendentes naturais de Abraão não fazia deles os descendentes espirituais de Abraão, nem fazia deles os filhos espirituais de Deus. Assim, para crerem no evangelho de Jesus Cristo, Deus devia lhes dar o novo nascimento – eles deviam ser “nascidos de novo”.
- Carne é carne, e espírito é espírito. O homem natural não pode passar da carne para o espírito, visto que essas são categorias ou dimensões diferentes de realidade. Ele deve ser nascido do Espírito para ter vida espiritual. E esse é o porquê Jesus disse a Nicodemos: “Vocês, todos vocês, devem nascer de novo”
- A obra do Espírito não está sujeita à explicação, manipulação ou predição natural.
- Jesus diz que a carne é carne e o espírito é espírito, e alguém que nasceu na carne deve nascer também no espírito para entrar no reino do céu. Nós herdamos a vida da carne nascendo na carne, e a vida do espírito nascendo do Espírito. A diferença não é uma de grau, mas de categoria. Isso significa que, embora o cristão viva no reino do espírito, o incrédulo é ignorante de toda essa dimensão de realidade. Como então o incrédulo pode fazer uma avaliação do cristão?
- Isso não é um absurdo místico, mas afeta todos os aspectos da interação e aprendizado humano. Por exemplo, ocasionalmente alguém irá publicar uma perspectiva psicológica sobre a fé e a religião. Nossa discussão acima implica que se o escritor for um não- cristão, ele sempre estará errado. Um não-cristão não pode nem mesmo escrever um relato histórico correto do Cristianismo. Isso é impossível, visto que são necessárias categorias de pensamento que são estranhas a ele e rejeitadas por ele.
- O amor de Deus não é um sentimento, mas é uma política de benevolência que resulta em ações realizadas para o benefício daqueles que são os objetos desse amor. Esse amor não é promíscuo, mas específico e eficaz.
- Deus deu algo especial, algo único, algo precioso, o seu próprio Filho, para salvar aqueles a quem ele ama. Não somente isso nos fala sobre a extensão e intensidade do amor de Deus por aqueles que ele salva, mas também nos ensina que seu grande amor não cega ou anula sua justiça. Antes, seu amor satisfaz sua justiça. Por outro lado, a partir disso podemos perceber também o que foi preciso para satisfazer essa justiça, e a ira divina na qual nossos pecados incorreram. E se isso é o que é preciso para satisfazer a justiça, podemos estar certos que essa mesma justiça não permitirá que ninguém que rejeita a pessoa e obra de Jesus Cristo escape do fogo eterno do inferno.
- Onde quer que Jesus fosse e não importava o que fizesse, ele causava uma distinção para ser feita entre os homens, uma separação entre os crentes e os incrédulos, os eleitos e os não-eleitos. Simeão tinha predito: “Este menino está destinado a causar a queda e o soerguimento de muitos em Israel, e a ser um sinal de contradição, de modo que o pensamento de muitos corações será revelado” (Lucas 2:34-35). E o próprio Jesus declarou: “Não pensem que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada” (Mateus 10:34).
- Em outras palavras, não é que Deus não condenará, mas que a condenação dos pecadores e incrédulos já está estabelecida, já está em andamento. A expiação não tem uma contraparte oposta que Jesus deve realizar para assegurar a condenação do ímpio. O versículo refere-se àqueles que mantém uma incredulidade obstinada e persistente. Eles são não-cristãos, e eles nunca se tornarão cristãos. Essas pessoas, o versículo diz, “já [estão] condenadas”. Não há necessidade de Deus enviar seu Filho para fazer algo especial para que isso aconteça. Ela já é uma certeza.
- Alguém dizer que há outros caminhos para a salvação seria dizer que Deus cometeu um engano sobre sua própria natureza e seu próprio decreto. E é como se ele subisse até Cristo enquanto ele estava na cruz e dissesse: “O que você está fazendo? Nós não precisamos de você. Você está sendo crucificado por nenhuma razão”. E um cristão que reconhece que poderia haver outros caminhos para Deus está fazendo a mesma coisa. É como se ele subisse até Cristo na cruz e dissesse: “O que você está fazendo? Eles não precisam de você. Nenhum de nós precisa. Você sabe que está sofrendo por nada”?.
- Mesmo que você se considere um cristão, se você compromete a doutrina preciosa e crucial de que Jesus é o único caminho para salvação, então você tem cometido um pecado terrível. Se você tem sugerido ou até mesmo abrigado a idéia de que pode haver outro caminho para Deus, você é um grande pecador. Você tem chamado Deus de um mentiroso, e é como se você vaiasse para Cristo quando ele subiu na cruz, e se juntasse aos réprobos quando eles zombam do seu sofrimento.
- Primeiro, João diz: “a luz veio ao mundo”. Isso estabelece o ponto de referência pelo qual as pessoas são julgadas. A natureza e os motivos delas são expostos pela forma como elas reagem e se relacionam com a luz. Essa luz é Jesus Cristo, que diz em outro lugar nesse Evangelho: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida” (8:12). Portanto, ele é o ponto de referência pelo qual as pessoas são julgadas.
- Essa é a razão pela qual as pessoas não vêem a Cristo e crêem nele. Não é porque há algo de errado do lado do Cristianismo, mas é porque o incrédulo é mal, e não quer ser exposto, convencido e reprovado. Ele se ressente e teme a luz, e assim corre dela e se oculta dela. Aqueles que desejam reter seu orgulho algumas vezes a ridicularizam, argumentam contra ela, e a difamam inventando estórias sobre ela.
terça-feira, 8 de abril de 2014
NOTAS DE LEITURA - CINCO VOTOS PARA OBTER PODER ESPIRITUAL - A.W TOZER
- Não estou pregando a perfeição sem pecado. Antes, quero dizer que todo pecado conhecido deve ser nomeado, identificado e repudiado, e que devemos confiar em Deus para nos libertar dele, para que não exista qualquer pecado consciente, deliberado em qualquer parte de nossa vida. E absolutamente necessário que façamos isso, porque Deus é um Deus santo, e o pecado está no trono do mundo. Portanto, não chame seus pecados por algum outro nome. Se você é invejoso, chame-o de inveja. Se você tem a tendência à autocomiseração e a sentir que não é apreciado, mas é como uma flor que nasce para morrer despercebida, a desgastar sua doçura no ar do deserto, chame esse pecado pelo que ele é: autopiedade.
- Em lugar de tentar disfarçar o pecado ou procurar uma tradução grega opcional em algum lugar sob a qual ocultá-lo, chame-o por seu nome correto e livre-se dele pela graça de Deus.
- Deus permitirá que você tenha seu carro e seus negócios, sua profissão e sua posição, qualquer que ela seja, contanto que entenda que isso não é seu, em absoluto, mas Dele, e que tudo quanto está fazendo é apenas trabalhando para Ele.
- O fofoqueiro não tem lugar no favor de Deus. Se você sabe alguma coisa que possa vir a obstruir ou ferir a reputação de um dos filhos de Deus, enterre-a para sempre.
- Se quer que Deus seja bondoso com você, terá também de ser bondoso com Seus outros filhos.
- Este é um terreno muito perigoso: buscar reputação entre os santos. Já é ruim o bastante procurar reputação no mundo, mas é pior procurar reputação entre o povo de Deus. Nosso Senhor desistiu de Sua reputação, e devemos fazer isso também.
- Quando um homem toma a cruz, já disse adeus. Já fechou as gavetas de sua escrivaninha e disse adeus à esposa e aos filhos. Ele nunca mais voltará.
- Oracao - "O Deus, glorifica-Te a Ti mesmo à minha custa. Envia-me a conta - qualquer que for, Senhor. Eu não estabeleço o preço. Não tentarei voltar atrás nem barganhar. Glorifica a Ti mesmo. Eu arcarei com as conseqüências".
- O brilho e a fascinação que acompanham os movimentos religiosos populares são tão falsos quanto o resplendor nas asas do anjo das trevas quando ele, por um instante, se transforma em anjo de luz.
- O contentamento religioso sempre é o inimigo da vida espiritual. As biografias dos santos ensinam que o caminho para a grandeza espiritual sempre foi por meio de muito sofrimento e dor no íntimo. A frase "o caminho da cruz", embora apareça em determinados grupos com o sentido de algo muito belo e até agradável, ainda significa para o verdadeiro cristão o que sempre significou: o caminho da rejeição e da perda. Ninguém jamais gostou de uma cruz, assim como ninguém jamais gostou de uma forca. O cristão que está à procura de coisas melhores e que, para seu temor, se viu em um estado de total desespero consigo mesmo não precisa se sentir desanimado. O desespero com o ego, quando acompanhado da fé, é um bom aliado, pois destrói um dos inimigos mais poderosos do coração e prepara a alma para a ministração do Consolador.
- O encher-se do Espírito, portanto, exige que abramos mão do nosso ser como um todo, que nos submetamos a uma morte interior, que libertemos nosso coração daquele refugo adâmico que se acumulou ao longo dos séculos e abramos todos os compartimentos do nosso ser para o Convidado celestial.
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